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Madrugada adentro...

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Despertou de madrugada, a luz da TV iluminava o quarto e um pastor berrava tentando exorcizar o suposto demônio no corpo de uma pobre e inocente vitima, uma senhora de idade e de pele escura, ela tinha os olhos distantes e parecia de certa forma realmente possuída por alguém ou alguma coisa...enfim, se deu conta de estar prestando atenção em uma coisa que não lhe acrescentava em nada e nem sequer trazia sentido... Notou então a cama vazia, a cama que um dia já foi pequena para tanto amor e afinidade hoje era grande demais para tamanha solidão, decidiu então desligar a tv e encarar o teto enquanto a luz do poste transpassava a cortina e projetava uma sombra na parede, uma sombra no mínimo tão diabólica quanto o demônio que invadia o corpo daquela pobre senhora na TV.. Tentou eliminar as coisas ruins de seus pensamentos, buscou recordações boas e alegres para tentar eliminar as más, encarou novamente as sombras na parede e assemelhou as à sombra de um passado não tão distant...

Sobre piratas e amarras...

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Sentado na areia da praia apenas observo o vai e vem das ondas, a forma como elas tocam a areia e voltam para o fundo do oceano, voltam para o desconhecido é algo impressionante, o barulho e o som que elas emitem ao fazer esse ritual me embriagam e me alucina. Vejo ao longe refletindo a luz da lua um barco, um navio, talvez um barco pirata que se aproxima da costa, posso ver o capitão e sua tripulação de piratas presos, eles dançam no convés e cantam ditando o ritmo das remadas, espera, quanto bebi essa noite? Estou alucinando? Não, não pode existir uma alucinação tão real assim e eles estão cada vez mais próximos de mim, olho em volto para ver se sou apenas eu que estou tendo tal visão e descubro que estou completamente só, sentado a beira da praia. O barco se aproxima cada vez mais e já é possível ver os mastros com suas bandeiras aterrorizantes tremulando e exibindo algumas caveiras, acredito ser o símbolo da embarcação, posso ainda ouvir os piratas cantando e dançando,...

Um jogo chamado vida...

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A vida é algo engraçado, ela não nos permite ensaios ou testes, a vida não tem fórmulas nem formas de saber se está correto, a vida é algo talvez até imaginário e que passe diante de nossos olhos enquanto respiramos.. As vezes estamos em momentos bons, as vezes eles são ruins..as vezes tudo o que queremos é dar um reset como se fosse um jogo de vídeo game, as vezes estamos nas fases boas e gostosas de se jogar, as vezes estamos naquelas complicadas e que talvez seria melhor ir logo para o final,enfrentar o chefão e carregar a princesa pra casa, mas não é possível, pois esse jogo chama-se vida e ele é implacável e até inevitável.. As vezes gostaríamos de saber o que é certo e se vai dar certo, as vezes apenas queríamos ter a certeza de que vai, as vezes queríamos poder ver tudo como um trailer e decidir se ‘’assistimos’’ou não? Quem dera... A vida as vezes é complicada, ela nos leva a provar aromas, sabores e amores que jamais imaginaríamos se não fosse vivendo, mas tud...

Pensamentos perambulantes...

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Mais um fim de tarde, a penumbra já começa a tomar conta, o astro rei que ainda pouco clareava tudo começa a dar lugar para uma bela e cheia lua, encantadora e brilhante na sua magnitude, as luzes dos postes começam a acender, um amarelo melancólico e nostálgico, os carros passam já com seus faróis acesos, pessoas voltando de seus trabalhos ou indo para eles, pessoas apressadas, com problemas, nervosas, calmas, alegres, tristes, felizes, pessoas de todos os jeitos... ao fundo pode se ouvir ambulâncias e viaturas que correm  com as  sirenes gritando, talvez reproduzindo o grito de socorro de alguém, o grito de dor, grito de uma alma que deixou o corpo físico para iniciar um novo ciclo de luz, já é noite, anoiteceu e mais um dia se passou. Um homem sentado na sacada de seu apartamento, pode observar tudo isso, ele tem um copo com uísque sem gelo em suas mãos e na outra um cigarro, o cheiro o enebria e lhe evoca lembranças de um passado não tão distante, e quando me...

Um simples comando...

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As vezes eu acho que a vida deveria ter um botão ‘’reset’’ daqueles que permitem a gente começar tudo de novo e do zero.. Um botão para que quando a gente cometesse algum erro pudesse apertar e tudo seria resolvido, a gente voltaria ao começo daquela fase já sabendo o que nos espera, onde está perigo, aonde pisar, aonde pular e os lugares que podem entrar e acima de tudo, aqueles a serem evitados.. Realmente, a vida seria mais simples e mais fácil se fosse assim, também muito ajudaria se alguém que já passou por essa fase, pudesse ajudar a gente, pudesse dizer, mas não é possível, não quando se trata do jogo da vida, e não to falando daquele jogo de tabuleiro estou me referindo à vida em si, com acertos e erros, altos e baixos, conquistas e derrotas, vitorias e fracasso, essa vida, a única que temos, que não escolhemos entrar nela nem nesse jogo, mas que devemos aproveitar ao máximo enquanto estamos jogando, antes que aconteça o game over.. O problema é que, alguns ‘...

Outro adeus...

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Eu queria poder transformar em palavras a vontade que eu tenho de você, a vontade que eu tenho de te abraçar, te cheirar, sentir seus pelos se arrepiarem em cada toque, queria poder transformar em meras e perdidas palavras toda e qualquer saudade que eu sinto de você a cada dia que passa, a cada vez que respiro, a cada noite e a cada amanhecer, queria poder gritar que sinto sua falta e que talvez eu tenha sido o culpado de tudo ter acontecido como aconteceu, ou não.. Pra te ser bem sincero eu sei que palavras jamais poderão transmitir sequer uma parte do que eu realmente sinto (ou senti) por você, não há como expressar mais, nos restam apenas as lembranças e elas, para mim, não são o suficiente..até um dia desses.. - Fonte Imagem:  http://i1.ytimg.com/vi/-gKd8YoMJNg/hqdefault.jpg ___ Anderson T Mendes - Baln. Camboriu,SC

Como seria?!

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Já parou para pensar como seria sua vida se você soubesse o exato momento de sua morte? Já imaginou como seria viver com uma sentença de morte? É como se tivesse uma arma carregada apontada para o centro de seu crânio, você pode sentir o cheiro de pólvora, o cano gelado em contato com uma gota de suor frio que escorre pela sua testa? Já se imaginou, saber que sua vida está como a areia de uma ampulheta, que corre de um lado para outro até que não reste mais nada? Já imaginou saber que suas batidas do coração estão limitadas? Você buscaria levar uma vida mais emocionante para acelerar o tenebroso processo da morte, mas poder em seu ultimo suspiro dizer que valeu a pena cada batida mais forte ou repousaria, aguardaria a morte vir lhe buscar? Será que você ligaria para aquela pessoa que sempre pensa antes de dormir, mas não tem a coragem de ligar? Será que você aceitaria morrer em um casamento fadado ao fracasso sabendo que não tem muito mais tempo por aqui? Será que voc...